{"id":1144,"date":"2016-08-29T00:39:36","date_gmt":"2016-08-29T00:39:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/claro\/?p=1144"},"modified":"2016-10-14T00:13:18","modified_gmt":"2016-10-14T00:13:18","slug":"descobertas-pela-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2016\/08\/29\/descobertas-pela-terra\/","title":{"rendered":"Descobertas pela Terra"},"content":{"rendered":"<dl id=\"attachment_1148\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 370px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\">\n<dl id=\"attachment_1148\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 650px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">\u00a0<\/dd>\n<\/dl>\n<\/dt>\n<\/dl>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-weight: 400;\">Entre fotos de amigos e textos sobre pol\u00edtica, encontrei uma cita\u00e7\u00e3o, daquelas que circulam na internet e a gente n\u00e3o sabe quem \u00e9 o autor. <strong>\u201cSomos os filhos do meio da hist\u00f3ria\u201d<\/strong>, come\u00e7a a frase, \u201cNascemos muito tarde para explorar a Terra e muito cedo para explorar o Universo\u201d. A inquieta\u00e7\u00e3o me pareceu razo\u00e1vel: o mundo \u00e9 <em>vasto<\/em>, j\u00e1 dizia Carlos Drummond, mas ultimamente ele tem mesmo parecido cada vez <em>menor<\/em>. <\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s j\u00e1 descobrimos todos os continentes, mapeamos cada peda\u00e7o de terra e, atrav\u00e9s da internet, temos acesso aos lugares mais distantes do planeta sem precisar sair de casa. J\u00e1 pisamos no topo do Monte Everest e at\u00e9 na superf\u00edcie da Lua \u2013 mas a explora\u00e7\u00e3o interestelar, talvez a pr\u00f3xima grande fronteira a ser conquistada, s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel num futuro muito distante, mesmo se considerarmos as perspectivas mais otimistas. O que <em>restaria<\/em>, ent\u00e3o, para os <strong>exploradores <\/strong>do s\u00e9culo XXI?<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A resposta, creio eu, \u00e9 que talvez estejamos pensando pequeno quando achamos que nascemos tarde demais para explorar a Terra. Se a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que j\u00e1 conhecemos tudo o que tem por a\u00ed, eu diria que na verdade o buraco \u00e9 mais embaixo \u2013 11.033 metros, para ser exata, se estivermos falando da Fossa das Marianas, o local mais profundo do oceano e talvez o menos explorado do planeta.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNa verdade, tem muita coisa ainda para explorar\u201d, diz o bi\u00f3logo Luis Felipe Toledo quando lhe pergunto a respeito. \u201cN\u00e3o precisa nem ser nas profundezas do oceano: na areia da praia que as pessoas v\u00e3o tem organismos ainda n\u00e3o conhecidos, no terreno baldio em S\u00e3o Paulo tem esp\u00e9cie nova de sapo\u201d. Toledo estuda os anf\u00edbios, e recentemente coordenou uma pesquisa que descobriu uma nova esp\u00e9cie de r\u00e3: a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pseudopaludicola jaredi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Encontrada na caatinga, nos estados do Cear\u00e1 e do Rio Grande do Norte, a nova r\u00e3 p\u00f4de ser diferenciada pelo som. \u201cCada esp\u00e9cie tem um canto diferente. Ent\u00e3o \u00e0s vezes, indo pro mato, a gente acaba escutando uns cantos que a gente nunca ouviu, e a\u00ed com a an\u00e1lise do DNA consegue descobrir que \u00e9 uma esp\u00e9cie nova\u201d, conta o bi\u00f3logo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<dl id=\"attachment_1151\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 513px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1151 size-medium\" src=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/euIMG_4922-503x640.jpg\" alt=\"euIMG_4922\" width=\"503\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/euIMG_4922-503x640.jpg 503w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/euIMG_4922.jpg 629w\" sizes=\"auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px\" \/><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">Luis Felipe Toledo. Foto: Arquivo pessoal<\/dd>\n<\/dl>\n<pre><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E por que n\u00e3o explorar o passado? \u201cTenho todo dia a possibilidade de me deslumbrar com a realidade da extin\u00e7\u00e3o e a enormidade do tempo geol\u00f3gico. \u00c9 uma grande li\u00e7\u00e3o de humildade, \u2018ressucitar\u2019 os nossos ancestrais biol\u00f3gicos e olh\u00e1-los nos olhos. Eles t\u00eam muita hist\u00f3ria para contar\u201d, relata a paleont\u00f3loga Aline Ghilardi, l\u00edder de uma equipe que, por meio de um osso fossilizado, descobriu uma nova esp\u00e9cie de dinossauro na cidade de Sousa, na Para\u00edba.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<dl id=\"attachment_1149\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 522px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1149 size-full\" src=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/WozqSqHR.jpg\" alt=\"WozqSqHR\" width=\"512\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/WozqSqHR.jpg 512w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/WozqSqHR-320x320.jpg 320w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">\n<pre>Aline Ghilardi. Foto: Arquivo pessoal<\/pre>\n<\/dd>\n<\/dl>\n<pre><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNovas ferramentas para buscar mais conhecimento est\u00e3o sendo desenvolvidas a todo instante. Temos muita gente trabalhando por isso\u201d, diz Aline. \u201cEm breve, vamos quebrar mais uma fronteira. Alguns colegas dizem que \u00e9 o espa\u00e7o, mas eu te digo, com a minha experi\u00eancia como paleont\u00f3loga, que ainda temos muita coisa para descobrir por aqui mesmo\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ambos os pesquisadores com quem conversei s\u00e3o apenas dois exemplos das infinitas possibilidades de descobertas que podem ser feitas na Terra \u2013 n\u00e3o s\u00f3 de novas esp\u00e9cies, mas tamb\u00e9m novas tecnologias, novos avan\u00e7os na medicina, entre muitas outras. Talvez sejamos os filhos do meio da hist\u00f3ria, mas essa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o me parece menos interessante que as outras. N\u00e3o vivenciamos a descoberta do Novo Mundo, mas temos v\u00e1rios novos mundos aqui, esperando para serem explorados.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 &nbsp; Entre fotos de amigos e textos sobre pol\u00edtica, encontrei uma cita\u00e7\u00e3o, daquelas que circulam na internet e a gente n\u00e3o sabe quem \u00e9 o autor. \u201cSomos os filhos do meio da hist\u00f3ria\u201d, come\u00e7a a frase, \u201cNascemos muito tarde para explorar a Terra e muito cedo para explorar o Universo\u201d. 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