{"id":1650,"date":"2017-05-04T16:09:07","date_gmt":"2017-05-04T16:09:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/claro\/?p=1650"},"modified":"2017-06-27T12:03:11","modified_gmt":"2017-06-27T12:03:11","slug":"movido-pelo-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2017\/05\/04\/movido-pelo-risco\/","title":{"rendered":"Movido pelo risco"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 incomum encontrar algu\u00e9m que comece a praticar um esporte por recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, por lazer ou por buscar conviv\u00eancia social em algum grau. Mas h\u00e1, tamb\u00e9m, quem procure algo mais. Um frio na barriga; a anormal e prazerosa acelera\u00e7\u00e3o dos batimentos card\u00edacos; uma sensa\u00e7\u00e3o incomum; a liberdade, de alguma forma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A infinidade de esportes que v\u00eam acompanhados do adjetivo \u201cradical\u201d costumam se encaixar nessas defini\u00e7\u00f5es. Para al\u00e9m da endorfina t\u00edpica de qualquer pr\u00e1tica esportiva, se aventurar em um esporte radical \u00e9 ter a certeza de alcan\u00e7ar sensa\u00e7\u00f5es que sobrep\u00f5em os limites da vida cotidiana, quase que em um humilde desafio \u00e0 morte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maur\u00edcio Mancuzi n\u00e3o mais sabe precisar com exatid\u00e3o o que o incentivou a buscar o paraquedismo antes mesmo de se tornar maior de idade. \u00c9 capaz de afirmar com boa dose de certeza, por\u00e9m, os motivos que o fizeram continuar. \u201cQuando voc\u00ea \u00e9 jovem n\u00e3o liga muito para o perigo, na verdade \u00e9 ele que te motiva a continuar. \u00c9 o frio na barriga a cada salto. A emo\u00e7\u00e3o da decolagem. Cada salto \u00e9 diferente, s\u00e3o sempre novos desafios e como dizemos: \u2018O pr\u00f3ximo salto \u00e9 sempre o melhor!\u2019\u201d, explica paraquedista natural de Santos, mas que hoje reside em Boituva, \u201ccapital\u201d da pr\u00e1tica no Brasil. \u201cAl\u00e9m disso, tantos sentimentos bons envolvidos no planejamento de um fim de semana de saltos, a viagem, os amigos, estar na \u00e1rea de salto, faz com que voc\u00ea deixe a rotina de lado e tamb\u00e9m me motivam a continuar saltando\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais do que apenas o flerte com o risco e a euforia espalhada na corrente sangu\u00ednea, a liberdade que o esporte proporciona vem da quebra da rotina, do incomum, de um certo encontro consigo mesmo. Para o instrutor e praticante de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">snowboarding <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Nicolas Isel, o esporte ocupa justamente esse espa\u00e7o. \u201cEu n\u00e3o fa\u00e7o a menor ideia de onde o desejo vem, mas \u00e9 fant\u00e1stico fazer isso. Eu me sinto livre fazendo snowboard, me sinto cheio de vida. \u00c9 como um pequeno momento na minha pr\u00f3pria bolha, recarregando minhas energias e vivendo a minha pr\u00f3pria realidade, de um jeito que as pessoas n\u00e3o costumam ver\u201d, completa o franc\u00eas que d\u00e1 aulas na Su\u00ed\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 incomum encontrar algu\u00e9m que comece a praticar um esporte por recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, por lazer ou por buscar conviv\u00eancia social em algum grau. Mas h\u00e1, tamb\u00e9m, quem procure algo mais. 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