{"id":228,"date":"2015-06-29T22:06:46","date_gmt":"2015-06-29T22:06:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/claro\/?p=228"},"modified":"2015-09-02T02:25:42","modified_gmt":"2015-09-02T02:25:42","slug":"editorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2015\/06\/29\/editorial\/","title":{"rendered":"Editorial: Ecos do Al\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/obsucro-editorial-e1435615971664.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/obsucro-editorial-e1435615971664.jpg\" alt=\"obsucro editorial\" width=\"700\" height=\"554\" class=\"alignnone size-full wp-image-229\" \/><\/a><\/p>\n<p>Caro leitor, chegamos ao nosso \u00faltimo Claro! do semestre.<\/p>\n<p>Desvendar o que gostar\u00edamos que fosse o Claro! nesse per\u00edodo foi nossa primeira miss\u00e3o. A cada edi\u00e7\u00e3o, tornar uma ideia vaga e indistinta em um projeto completo era como caminhar na n\u00e9voa, que se dissipava aos poucos, at\u00e9 que pud\u00e9ssemos enxergar de fato o que quer\u00edamos entregar a voc\u00ea, que agora nos l\u00ea.<\/p>\n<p>Agora que as obscuridades chegaram ao fim para n\u00f3s, o Claro! fica \u00e0 merc\u00ea de outro mist\u00e9rio: o que ser\u00e1 que a pr\u00f3xima turma vai fazer com ele?<\/p>\n<p>Nossa \u00faltima edi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se prop\u00f5e a flertar com o desconhecido, o m\u00edstico, o nebuloso, capazes de despertar nossos instintos mais profundos. <\/p>\n<p>Nos aproximamos do obscuro em diversas fases da vida, seja envolvidos diretamente ou como observadores curiosos. De brincadeiras de crian\u00e7a a dist\u00farbios psicol\u00f3gicos, passando por fetiches sexuais e cren\u00e7as religiosas, o incomum e o sobrenatural provocam a imagina\u00e7\u00e3o, por serem t\u00e3o dif\u00edceis de entender.<\/p>\n<p>A vontade de tocar o al\u00e9m nos cerca e passa por pontos t\u00e3o importantes e antag\u00f4nicos como a f\u00e9 e o sexo. E nos deparamos com a quest\u00e3o: por que, afinal, temos tanto apre\u00e7o e curiosidade pelo incerto?<\/p>\n<p>Pesquisas apontam que toda essa nossa vontade de espiar pelo buraco da fechadura que separa o mundo real do mundo dos esp\u00edritos, lobisomens, aliens e toda a sorte de criaturas em que possamos crer, vem do medo. O medo do caos.<\/p>\n<p>Afugentados pelo horror de um mundo complexo e desorganizado, que caminha \u00e0 nossa revelia em seu pr\u00f3prio ritmo alucinante, sem qualquer estrutura, n\u00f3s buscamos sentido no que n\u00e3o \u00e9 daqui. Esperamos que o al\u00e9m &#8211; seja l\u00e1 o que isso quer dizer &#8211; organize o nosso caos. N\u00e3o importa qu\u00e3o avan\u00e7ada a ci\u00eancia esteja.<\/p>\n<p>Mergulhamos nesta edi\u00e7\u00e3o nos mist\u00e9rios que rondam a mente humana desde que o mundo \u00e9 mundo. E nos despedimos neste editorial com uma recomenda\u00e7\u00e3o: leiam \u00e0 luz do dia, jamais sozinhos e, se poss\u00edvel, com um trevo de quatro folhas na m\u00e3o. Dizem os esp\u00edritos que a edi\u00e7\u00e3o est\u00e1 sinistra.<\/p>\n<p>Damos adeus a voc\u00eas, leitores. Ou at\u00e9 logo, quem sabe voltemos a interagir atrav\u00e9s de algum contato sobrenatural. Obrigada por terem nos acompanhado e sigam em paz. <\/p>\n<p>Se puderem. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caro leitor, chegamos ao nosso \u00faltimo Claro! do semestre. Desvendar o que gostar\u00edamos que fosse o Claro! nesse per\u00edodo foi nossa primeira miss\u00e3o. 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