{"id":3518,"date":"2019-10-02T01:52:01","date_gmt":"2019-10-02T01:52:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/claro\/?p=3518"},"modified":"2019-10-30T03:30:08","modified_gmt":"2019-10-30T03:30:08","slug":"entre-liturgia-e-pileque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2019\/10\/02\/entre-liturgia-e-pileque\/","title":{"rendered":"Entre liturgia e pileque"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3497\" src=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/P\u00e1gina-3-1.jpg\" alt=\"P\u00e1gina 3 (1)\" width=\"538\" height=\"620\" \/><\/p>\n<p>Onde encontrar bebida alco\u00f3lica? Al\u00e9m da \u00f3bvia resposta \u201cno mercado\u201d, a probabilidade de se deparar com um copo de cerveja em uma festa de casamento, anivers\u00e1rio ou qualquer ocasi\u00e3o festiva, \u00e9 alta. \u00c9 muito f\u00e1cil, tamb\u00e9m, perceber o consumo de \u00e1lcool em rituais religiosos: o vinho, na comunh\u00e3o cat\u00f3lica; a cacha\u00e7a, ofertada a entidades em religi\u00f5es africanas. Esse costume n\u00e3o \u00e9 de hoje. Faz tempo que somos chegados a \u201cbeber \u00e1gua que passarinho n\u00e3o bebe\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO consumo de \u00e1lcool remonta h\u00e1 mais de 10 mil anos. Ainda n\u00f4made, o homem coletava mel. Em contato com a \u00e1gua e fermentado, forma hidromel, bebida pouco conhecida hoje\u201d, explica Waldemar Venturini, autor do livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bebidas alco\u00f3licas: ci\u00eancia e tecnologia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Apesar de dar origem ao consumo de bebidas alco\u00f3licas, o hidromel perdeu espa\u00e7o para o vinho, apreciado at\u00e9 hoje em todo o planeta. \u00c9 dif\u00edcil prever sua origem exata, mas sabe-se que a bebida existe h\u00e1 aproximadamente 5 mil anos, quando o homem j\u00e1 havia se tornado sedent\u00e1rio e podia, assim, cultivar uvas, geralmente em clima mediterr\u00e2neo, como na Gr\u00e9cia.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ali\u00e1s, na Gr\u00e9cia Antiga j\u00e1 acontecia um ritual com a bebida. L\u00e1, havia o Culto a Dion\u00edsio, Deus do vinho, onde os envolvidos buscavam um estado de transe. N\u00f3s tamb\u00e9m temos nossa hist\u00f3ria com o consumo de \u00e1lcool. No Brasil ind\u00edgena, as bebidas alco\u00f3licas eram usadas apenas em festas, como explica Cau\u00ea Dal Colletto, pesquisador sobre subst\u00e2ncias psicoativas de povos ind\u00edgenas. Nesses eventos, as mulheres eram respons\u00e1veis por preparar as bebidas e \u201cguiar\u201d a comemora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cToda festa \u00e9 um ritual\u201d, lembra Cau\u00ea. De certa forma, o consumo de \u00e1lcool hoje continua acontecendo em cerim\u00f4nias. \u201cA gente n\u00e3o percebe porque naturalizamos nossas pr\u00e1ticas. Mas quanto mais \u2018natural\u2019 e rotineira uma pr\u00e1tica, mais cultural e ritual ela \u00e9. Consumir \u00e1lcool em anivers\u00e1rios e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">happy hours<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> se enquadra nisso tamb\u00e9m\u201d, afirma o pesquisador.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Onde encontrar bebida alco\u00f3lica? 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