{"id":4556,"date":"2021-05-06T16:21:58","date_gmt":"2021-05-06T16:21:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/claro\/?p=4556"},"modified":"2021-06-01T20:31:05","modified_gmt":"2021-06-01T20:31:05","slug":"germinar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2021\/05\/06\/germinar\/","title":{"rendered":"Germinar"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4534\" src=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IDENTIDADE_Prancheta-1_Prancheta-1.png\" alt=\"IDENTIDADE_Prancheta 1_Prancheta 1\" width=\"940\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IDENTIDADE_Prancheta-1_Prancheta-1.png 940w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IDENTIDADE_Prancheta-1_Prancheta-1-640x364.png 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/p>\n<h5>Arte por Gabriella Sales e Mariana Catacci<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um jovem, rec\u00e9m entrado no ensino m\u00e9dio, via sua imagem refletida no espelho, mas n\u00e3o se envergava naquele corpo. N\u00e3o entendia quem era e porque passava por tudo isso. Assim foi a adolesc\u00eancia de Pedro Pinheiro, at\u00e9 que, aos 18 anos, teve contato com a quest\u00e3o da identidade de g\u00eanero e descobriu o T da sigla LGBT.\u00a0 Homem trans, Pedro sabe que se reconhecer como tal \u00e9 parte essencial de sua identidade, que para ele \u00e9 aquilo pelo qual \u00e9 lembrado e apresentado. Aquilo que o define como \u00fanico.<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para completar essa defini\u00e7\u00e3o de identidade, a cientista social, Karen Florindo, explica que podemos entend\u00ea-la como caracter\u00edsticas sociais e culturais que s\u00e3o atribu\u00eddas a n\u00f3s. Ela est\u00e1 diretamente ligada ao ambiente ao qual pertencemos e ao lugar que ocupamos na sociedade:\u00a0 \u201c[diz respeito] sobre outros indiv\u00edduos com quem me relaciono, sobre o espa\u00e7o, a cultura, a hist\u00f3ria&#8230;\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas como encontrar a sua identidade quando o ambiente ao seu redor n\u00e3o te representa? Larissa Barbosa viveu isso durante a inf\u00e2ncia. Estudando com bolsa de estudos em escolas particulares, nunca se sentiu parte do universo das crian\u00e7as brancas que a rodeavam. Foi no ensino m\u00e9dio, quando passou a fazer parte de um coletivo negro, que entendeu o motivo de n\u00e3o se sentir parte daquele ambiente. S\u00f3 a partir disso que Larissa percebeu que ser negra era um fator definitivo para a forma\u00e7\u00e3o da sua identidade. Para al\u00e9m de defini-la, encontrar parte de sua identidade foi essencial para que se sentisse pertencente a um grupo.<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa busca por pertencimento \u00e9 natural para Karen Florindo, e est\u00e1 ligada ao fato de sermos seres sociais. \u201cA gente est\u00e1 constantemente\u00a0 buscando espa\u00e7os de acolhimento onde a gente possa, de fato, ser.\u201d. Esse processo n\u00e3o aconteceu apenas com Larissa. Pedro iniciou sua transi\u00e7\u00e3o hormonal enquanto fazia faculdade longe da fam\u00edlia e durante alguns meses escondeu esse processo de seu n\u00facleo familiar. Ele viu nos amigos LGBT o suporte que precisava e se apoiou nisso. \u201cVoc\u00ea tem certeza que n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico&#8230; Voc\u00ea tem sempre algu\u00e9m que te entende para estar com voc\u00ea, para te ouvir, para te aconselhar.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Larissa e Pedro, a constru\u00e7\u00e3o e a aceita\u00e7\u00e3o de suas identidades foram processos ligados a outras pessoas e viv\u00eancias. Foi necess\u00e1rio ter ajuda do exterior para compreender o interior.\u00a0 Karen resume bem esse processo: \u201ctodas as trocas sociais deixam \u2018marcas\u2019 em n\u00f3s e incorporamos &#8211; consciente e inconscientemente &#8211; algumas delas, as descrevendo como identidade. O meio \u00e9 a estrutura fundamental nessa constru\u00e7\u00e3o.\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<h4><strong><em>Colaboraram:<\/em><\/strong><\/h4>\n<h4><em><span style=\"font-weight: 400;\">Larissa Barbosa \u2014 Estudante e parte do coletivo negro Op\u00e1 Negra<\/span><\/em><\/h4>\n<h4><em><span style=\"font-weight: 400;\">Pedro Pinheiro \u2014 Gestor de Eventos<\/span><\/em><\/h4>\n<h4><em><span style=\"font-weight: 400;\">Karen Florindo \u2014 Cientista Social e curadora do blog \u201cLute como uma gorda\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte por Gabriella Sales e Mariana Catacci &nbsp; Um jovem, rec\u00e9m entrado no ensino m\u00e9dio, via sua imagem refletida no espelho, mas n\u00e3o se envergava naquele corpo. N\u00e3o entendia quem era e porque passava por tudo isso. 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