{"id":574,"date":"2015-11-05T00:08:59","date_gmt":"2015-11-05T00:08:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/claro\/?p=574"},"modified":"2015-12-02T18:49:16","modified_gmt":"2015-12-02T18:49:16","slug":"pula-buracos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2015\/11\/05\/pula-buracos\/","title":{"rendered":"Pula buracos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/foto-mat\u00e9ria-Ana-360x640.png\" alt=\"foto mat\u00e9ria Ana\" width=\"360\" height=\"640\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-575\" srcset=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/foto-mat\u00e9ria-Ana-360x640.png 360w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/foto-mat\u00e9ria-Ana-674x1200.png 674w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVoc\u00ea j\u00e1 deve ter se perguntado se n\u00e3o era melhor seguir caminho pela rua ao inv\u00e9s de andar pela cal\u00e7ada. De \u00e1rvores, postes, lixeiras e guaritas a buracos, desn\u00edveis e degraus, as cal\u00e7adas de S\u00e3o Paulo parecem oferecer uma prova de obst\u00e1culos para desafiar ainda mais o dia a dia do paulistano. Curioso \u00e9 pensar que, em muitos casos, somos n\u00f3s mesmos os desafiantes. Com exce\u00e7\u00e3o daquelas em vias estruturais e rotas estrat\u00e9gicas denominadas pela Prefeitura, as cal\u00e7adas s\u00e3o de responsabilidade dos propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis ou de seus usu\u00e1rios. Isso significa que dever\u00edamos mant\u00ea-las adequadas e est\u00e1veis, e, para isso, seguir algumas normas, como manter livre uma largura minima de 1,20 m para a circula\u00e7\u00e3o de pedestres e admitir inclina\u00e7\u00e3o transversal m\u00e1xima de 3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 rua. M\u00e9tricas \u00e0 parte, o bom senso na escolha do piso &#8211;  que seja antiderrapante, por exemplo &#8211; e a prioriza\u00e7\u00e3o de um trajeto reto no lugar de uma rampa que facilite o acesso do carro \u00e0 garagem j\u00e1 seriam meio caminho andado.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPara quem escolhe a rua como rota, \u00e9 a vez da Prefeitura desafiar os paulistanos com buracos, desn\u00edveis, ondula\u00e7\u00f5es, tampas de bueiros afundadas e sinaliza\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria. Para quem passa motorizado, o preju\u00edzo \u00e9 para o ve\u00edculo e consequentemente para o bolso, com gastos na manuten\u00e7\u00e3o de pneus e amortecedores. Pode levar-se em conta a quantidade de carros circulando, as altas temperaturas e a grande quantidade de chuvas, mas a m\u00e1 qualidade do cimento &#8211; que \u00e9 mais barato &#8211; \u00e9 pe\u00e7a chave para que o pavimento se deteriore e que a rua necessite de recapeamento constante. Em 2013 (\u00faltimo dado atualizado no portal da Prefeitura), o governo diz ter investido R$ 36,6 milh\u00f5es no recapeamento de cerca de 550 mil metros quadrados de vias, o que corresponde a mais de 1% da receita do munic\u00edpio naquele ano e mais de 6% do montante arrecadado com o IPVA do estado paulista. No entanto, esse valor \u00e9 referente apenas \u00e0 primeira etapa do plano de 2013, que recapeou um total de 2.342.120,50 metros quadrados de vias na cidade. Isso sem falar nas opera\u00e7\u00f5es \u201ctapa buraco\u201d, que a Prefeitura diz serem complementares aos servi\u00e7os de recapeamento. S\u00f3 em 2015, a m\u00e9dia mensal foi de mais de 27 mil buracos tapados. Investimento, material e servi\u00e7o n\u00e3o faltam. Mas a popula\u00e7\u00e3o segue pulando buracos.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Voc\u00ea j\u00e1 deve ter se perguntado se n\u00e3o era melhor seguir caminho pela rua ao inv\u00e9s de andar pela cal\u00e7ada. De \u00e1rvores, postes, lixeiras e guaritas a buracos, desn\u00edveis e degraus, as cal\u00e7adas de S\u00e3o Paulo parecem oferecer uma prova de obst\u00e1culos para desafiar ainda mais o dia a dia do paulistano. 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