{"id":6283,"date":"2022-09-21T00:22:00","date_gmt":"2022-09-21T00:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/paineira.usp.br\/claro\/?p=6283"},"modified":"2023-05-12T00:19:37","modified_gmt":"2023-05-12T00:19:37","slug":"que-tal-uma-pausa-pra-comer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2022\/09\/21\/que-tal-uma-pausa-pra-comer\/","title":{"rendered":"Que tal uma pausa pra comer?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-medium\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"640\" src=\"http:\/\/paineira.usp.br\/claro\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Thomas_Toscano_Capa_Carrossel_Cafezinho-640x640.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6284\" srcset=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Thomas_Toscano_Capa_Carrossel_Cafezinho-640x640.png 640w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Thomas_Toscano_Capa_Carrossel_Cafezinho-320x320.png 320w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Thomas_Toscano_Capa_Carrossel_Cafezinho-768x768.png 768w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Thomas_Toscano_Capa_Carrossel_Cafezinho.png 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Arte: Adrielly Marcelino e Jorge Fofano<br><\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De segunda a sexta-feira, o cheiro do caf\u00e9 fresco irrompe pelo corredor do escrit\u00f3rio e aciona pequenas interrup\u00e7\u00f5es no tec-tec-tec dos teclados pela manh\u00e3. Quase como um ritual do meio corporativo, colegas de trabalho se entreolham e sabem que \u00e9 o momento em que e-mails, telefones e relat\u00f3rios podem dar espa\u00e7o a um outro elemento t\u00e3o importante quanto as obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas: os v\u00ednculos interpessoais.<br><br>O cafezinho de cada dia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 alimento. \u00c9 tamb\u00e9m um dos marcos da comunica\u00e7\u00e3o informal nas organiza\u00e7\u00f5es. \u00c9 quando se aprende o jeito de o outro rir despreocupado, contar uma piada ou chorar umas pitangas, daquelas que n\u00e3o s\u00e3o comest\u00edveis. Maarit Valo e Leena Mikkola, pesquisadoras de universidades finlandesas na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o organizacional, destacam em seu livro Workplace Communication (Comunica\u00e7\u00e3o no Ambiente de Trabalho), publicado em 2020, que por muito tempo a comunica\u00e7\u00e3o informal foi vista como negativa pelas empresas, por representar a famosa r\u00e1dio-pe\u00e3o. Hoje, ela \u00e9 considerada fundamental para o senso de pertencimento a uma equipe ou a uma identidade institucional.<br><br>E n\u00e3o s\u00f3 de informalidade \u00e9 feita a conversa acompanhada por uma x\u00edcara de caf\u00e9 ou por um bom prato de comida. Algumas empresas possuem caf\u00e9s da manh\u00e3 peri\u00f3dicos com gerentes, presidentes e clientes como um dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o formal \u2014 uma maneira de discutir neg\u00f3cios e os rumos organizacionais com uma abordagem mais direta e intimista a la Chico Buarque: olhos nos olhos.&nbsp;<br><br>Para Guilherme Vicente, coordenador comercial no iFood, empresa que controla cerca de 80% do mercado de gerenciamento de entrega de comidas e bebidas no Brasil, os benef\u00edcios das refei\u00e7\u00f5es compartilhadas, sejam elas formais ou informais, est\u00e3o ligados ao ambiente. \u201cVoc\u00ea consegue chegar em conversas para as quais dificilmente teria tanta abertura dentro de uma sala de reuni\u00e3o mais quadrada\u201d.&nbsp;<br><br>A afirma\u00e7\u00e3o vem com a experi\u00eancia de quem geriu uma equipe de 24 pessoas, em&nbsp; regime de trabalho remoto durante a maior parte da semana. \u00c0s seis horas da tarde das quintas-feiras, dia de trabalho presencial, a equipe se reunia na \u00e1rea de lazer da empresa, para o abrir e fechar de portas da geladeira de cerveja. Independentemente de quantos caf\u00e9s haviam sido tomados antes ou depois do almo\u00e7o, aquele era o momento do happy hour, uma modalidade diferente de integra\u00e7\u00e3o.&nbsp;<br><br>As diferen\u00e7as residem, por exemplo, no grau maior de desconex\u00e3o com o trabalho, se comparado \u00e0 rapidez do cafezinho, e tamb\u00e9m na tend\u00eancia de o happy hour reunir mais pessoas e equipes. Essa amplia\u00e7\u00e3o da informalidade e do c\u00edrculo social \u00e9 um dos pontos fortes citados por Thaiany Dominelli, analista de intelig\u00eancia competitiva no Grupo Botic\u00e1rio e adepta dos happy hours como um espa\u00e7o de \u201cconforto e seguran\u00e7a\u201d. Por essas e outras, o \u201cconfraternizar\u201d, n\u00e3o por acaso, \u00e9 um dos servi\u00e7os mais procurados no ramo de alimenta\u00e7\u00e3o em eventos corporativos, especialmente no fim do ano, como comenta Thyago Figueiredo, do Buffeteria Eventos.&nbsp;<br><br>Mas o segredo para que esses momentos sejam de fato integradores reside nas pr\u00f3prias empresas: um espa\u00e7o de confian\u00e7a, liberdade e acolhimento para que todos se sintam confort\u00e1veis depende da cultura organizacional. S\u00f3 assim o cafezinho, o almo\u00e7o ou o happy hour n\u00e3o se tornam mais uma obriga\u00e7\u00e3o do trabalho nem uma fonte de ansiedade, mas sim uma oportunidade de criar e refor\u00e7ar v\u00ednculos com as pessoas com quem se compartilha objetivos, projetos e, \u00e0s vezes, a maior parte do dia.&nbsp;<br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte: Adrielly Marcelino e Jorge Fofano De segunda a sexta-feira, o cheiro do caf\u00e9 fresco irrompe pelo corredor do escrit\u00f3rio e aciona pequenas interrup\u00e7\u00f5es no tec-tec-tec dos teclados pela manh\u00e3. 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