{"id":675,"date":"2016-03-22T15:40:56","date_gmt":"2016-03-22T15:40:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/claro\/?p=675"},"modified":"2016-04-28T14:36:20","modified_gmt":"2016-04-28T14:36:20","slug":"mil-tons-geniais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claro.eca.usp.br\/index.php\/2016\/03\/22\/mil-tons-geniais\/","title":{"rendered":"Mil Tons Geniais"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-676\" src=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/experimental-590x640.jpg\" alt=\"p\u00e1gina10\" width=\"330\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/experimental-590x640.jpg 590w, https:\/\/claro.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/experimental-1107x1200.jpg 1107w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quem v\u00ea M\u00e1rio Del Nunzio empunhar sua guitarra pode se assustar com o que vem em seguida. Adepto da m\u00fasica experimental, ele conta como conheceu essa sonoridade e o que usa para tocar sua guitarra. Com dois discos e um diploma em M\u00fasica pela Unicamp, M\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 curador do FIME (Festival Internacional de M\u00fasica Experimental), cuja primeira edi\u00e7\u00e3o .invadiu S\u00e3o Paulo em 2015 e repetir\u00e1 a dose em julho Confira o papo que ele bateu com o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Claro!<\/span><\/i><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><b><i>Claro!<\/i><\/b> <b>\u2014 Por que experimentalismo?<\/b><b> Quando voc\u00ea sentiu que os sons \u201cconvencionais\u201d n\u00e3o eram suficientes?<\/b><\/p>\n<p><b><i>M\u00e1rio Del Nunzio <\/i><\/b><b>\u2014 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Acho que escutei m\u00fasica experimental pela primeira vez por acaso, com uns 15 anos. Eu tava mexendo no r\u00e1dio, passei por uma esta\u00e7\u00e3o e tava tocando uma coisa estranha, e aquilo, por algum motivo, me atraiu. Fiquei interessado em entender como funcionava, em saber mais. Eu j\u00e1 estudava m\u00fasica. N\u00e3o sei dizer se os sons convencionais eram ou n\u00e3o suficientes, n\u00e3o sei se d\u00e1 para fazer essa distin\u00e7\u00e3o, atualmente t\u00e1 tudo misturado. Toda m\u00fasica pop tem muito ru\u00eddo, n\u00e9?<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><b>A sonoridade de aparelhos eletr\u00f4nicos permeia seu trabalho. Voc\u00ea utiliza objetos corriqueiros?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que mais fa\u00e7o \u00e9 tocar guitarra, que pode estar ligada a um processador, a um computador que influencia no som. Algo que gosto bastante \u00e9 usar v\u00e1rios objetos, como lata, faquinha, canivete, lixa, escova, para tocar o instrumento. Se coloco uma lata sobre os captadores, vou ter um som que ainda tem identidade da guitarra, mas ao mesmo tempo n\u00e3o faz parte do universo usual. Isso me interessa. Existe uma pe\u00e7a chamada \u201cOnomatopeia\u201d que tem instru\u00e7\u00f5es em texto do que a pessoa deve fazer com o instrumento, tipo imitar o som de um carro numa corrida ou o de uma vaca mugindo. A guitarra \u00e9 um suporte para, com outros objetos, obter esses sons.<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><b>As estranhezas s\u00e3o maiores para quem comp\u00f5e ou quem ouve?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para gente que faz \u00e9 uma coisa normal, n\u00e9? Para quem ouve, \u00e9 poss\u00edvel que no come\u00e7o cause estranheza, mas ao mesmo tempo algo com que muitas vezes se identificam automaticamente, por diversos motivos. \u00c0s vezes tem elementos perform\u00e1ticos ou trabalham com audiovisual, com v\u00eddeo. Tem coisas que s\u00e3o muito ruidosas e isso tem um impacto corporal de fato, e as pessoas gostam desse tipo de impacto, ou coisas muito silenciosas. \u00c9 um campo amplo, tem muito espa\u00e7o para diferentes pessoas se identificarem com diferentes aspectos.<\/span><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><b>Voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 um dos curadores do FIME. Como avaliam o Festival?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A gente tem convidados e o resto da programa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita via uma chamada. O ano passado foi muito positivo, foram umas 250 inscri\u00e7\u00f5es de mais de 20 pa\u00edses. O Festival tamb\u00e9m teve desdobramentos, do tipo m\u00fasicos que est\u00e3o vindo para o Brasil interagindo com m\u00fasicos da cena local, tocando em outros contextos. Tamb\u00e9m teve um bom p\u00fablico, em v\u00e1rios dos concertos a sala estava lotada.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem v\u00ea M\u00e1rio Del Nunzio empunhar sua guitarra pode se assustar com o que vem em seguida. Adepto da m\u00fasica experimental, ele conta como conheceu essa sonoridade e o que usa para tocar sua guitarra. 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